© Fornecido por Estadão Em março, a Caixa voltou a financiar 70% do imóvel para esse segmento
Na “desburocratização” anunciada ontem, o banco informou que também vai permitir utilizar a convenção do condomínio para a caracterização do imóvel como residencial. Antes, só eram admitidos como documentos comprobatórios o registro do imóvel, IPTU e laudo de avaliação do agente financeiro. Será permitido que o trabalhador que já tenha a posse do imóvel em processo de regularização por parte do governo municipal, estadual ou federal, use os recursos do FGTS para adquiri-lo definitivamente. A medida quer facilitar as condições para quem busca comprar sua moradia própria, mas ainda tenha alguma pendência na regularização fundiária, desde que a transação resulte na propriedade definitiva do imóvel no nome do tomador do empréstimo. A Caixa também facilitou a portabilidade de crédito imobiliário ao dispensar a necessidade de novas avaliações pelo banco que adquirir a operação, mantendo os números do início do contrato. Simplificação Segundo o superintendente nacional em exercício do FGTS, Henrique José Santana, as mudanças simplificam procedimentos e minimizam dúvidas recorrentes dos trabalhadores e dos bancos nas operações com o FGTS. Ao todo, o FGTS destinou R$ 46,4 bilhões para financiamento de habitação popular neste ano, incluindo os recursos para o Minha Casa Minha Vida. As mudanças, que estão na nova versão do Manual do FGTS, foram discutidas com representantes dos trabalhadores, dos bancos e de entidades do setor da construção, além da Associação Brasileira de Coohabs e Agentes Públicos da Habitação (ABC). A vice-presidente de Fundo de Governo e Loteria da Caixa, Deusdina dos Reis Pereira, disse que as medidas vão acelerar a concessão de crédito imobiliário. “Todos serão beneficiados com essas novas medidas, que, certamente, resultarão em um atendimento ainda mais ágil e qualificado ao trabalhador no momento da realização do sonho da casa própria”, afirmou. Cenário A Caixa estima que a carteira de crédito deve crescer 13% neste ano, praticamente o mesmo ritmo do ano passado. Isso equivale a R$ 90 bilhões em desembolsos. A carteira de crédito habitacional da Caixa é de R$ 384 bilhões, a maior do País – o banco responde por duas de cada três operações fechadas. Para esse resultado, no entanto, o banco conta com recursos do FGTS. O conselho curador do fundo aprovou, no fim de fevereiro, R$ 21,7 bilhões para o setor da construção, dos quais R$ 16,1 bilhões ficaram com o banco estatal. Cerca de R$ 6 bilhões serão captados pela Caixa via Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e podem ser destinados a imóveis que se enquadram nas condições de financiamentos com recursos da poupança. Nesse caso, os bancos captam o recurso no FGTS, remunerando-o a 7,5% ao ano, e podem comprar esses certificados, emitidos pelas construtoras, sobre o qual exigem juros maiores. Esses recursos vão lastrear o financiamento de imóveis de R$ 225 mil a R$ 750 mil, dependendo de cada região. Dos R$ 8,2 bilhões autorizados para a linha Pró-Cotista, que beneficia trabalhadores com conta ativa no FGTS, a Caixa ainda tem R$ 7 bilhões. Esses recursos são usados para financiar imóveis de até R$ 400 mil em todo o País, com taxas subsidiadas. Estadão |
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