Timão troca 454 passes e faz 27 cruzamentos para superar bloqueio montado por Dorival Júnior na arena. Peixe inicia jogo sem atacantes e chuta apenas três vezes
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| Giovanni Augusto e Zeca disputam lance durante o clássico em Itaquera (Foto: Marcos Ribolli) |
A escalação divulgada por Dorival Júnior uma hora antes do início da partida já indicava como seria o clássico entre Corinthians e Santos. Não tendo Gabriel e Ricardo Oliveira – além de Lucas Lima –, o treinador montou uma equipe sem atacantes. Era um convite a um jogo de ataque contra a defesa. Um presente para Tite fazer aquilo que mais sabe em Itaquera: atacar, encurralar adversários e vencer.
A retranca santista foi tanta que Elano (sim, Elano!) e Serginho, meio-campistas de origem, foram os jogadores mais avançados no primeiro tempo. Vitor Bueno e Léo Cittadini ficaram abertos pelos lados para marcar Fagner e Uendel. Na mesma linha, Thiago Maia tentava pegar Cristian pelo meio, enquanto Renato, mais recuado, procurava Guilherme.
A imagem abaixo mostra perfeitamente o que aconteceu. São nada menos que 21 jogadores concentrados em apenas metade do campo. Depois de uma boa chance de Renato nos primeiros minutos, o Santos só se defendeu. Não tinha velocidade para sair de trás. Com uma marcação forte, o Corinthians roubava a bola facilmente e continuava o sufoco. Foi assim durante a maior parte do tempo.
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| São 21 jogadores em metade do campo: Corinthians ataca, e Santos se defende (Foto: GloboEsporte.com) |
– Tínhamos de agredir, retomar a bola no campo adversário. Vanderlei esteve em noite feliz – disse Tite após a partida.
O treinador corintiano colocou o Timão em cima. Avançou as linhas, inverteu as posições de Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel, deu liberdade a Cristian...faltou o gol. A equipe criou boas chances, mas ainda teve dificuldade com seu “jogador-referência”. Quando apareceu, Luciano parou em grande defesa de Vanderlei. No mais, mostrou dificuldade ao jogar de costas. E o jejum de gols na temporada continua...
Cristian parece renascer. Não apresentou um futebol brilhante como a torcida sonha, mas teve boa movimentação, brigou pela bola e mostrou qualidade no campo de ataque. Foi o volante quem mais tocou na bola durante todo o jogo. Dos 72 passes que deu, acertou 67. Errou apenas cinco. Com a retranca do Santos, os zagueiros também apareceram muito. Felipe passou 56 bolas. Vilson, 49.
Dorival trocou Léo Cittadini por Paulinho no intervalo e ...nada mudou. O Santos não tinha força para segurar a bola no ataque e, de novo, estacionou seu ônibus diante de Vanderlei. Empatar já era vitória para quem nem conseguia criar contra-ataques. Tite colocou Lucca na vaga de Marquinhos Gabriel na tentativa de dar mais amplitude ao time e encontrar algum espaço na defesa santista.
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| Muito recuado e sem atacantes, Santos foi encurralado pelo Corinthians (Foto: GloboEsporte.com) |
Uma hora o gol sairia. E saiu, aos 36 minutos. Os santistas reclamaram que Zeca não fez falta em Giovanni Augusto no lance anterior. Lucca bateu, Guilherme cruzou, Felipe e Cristian desviaram até que a bola chegasse ao mesmo Giovanni. O jogo acabou ali. O Santos, sem mostrar qualquer poder de reação, aceitou.
– A nossa estratégia vinha funcionando até o gol (do Corinthians). Pecamos quando tivemos a bola, não tivemos posse e criação. Aí dificultou. No segundo tempo, poderíamos ter aproveitado mais. Quando poderíamos ter posse para buscar penetrações, seguimos duelando muito e liberando a bola rapidamente, o que facilitou para o Corinthians – explicou Dorival.
GloboEsporte



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