Ministro-chefe da Secretaria de Governo e responsável pela articulação política de Michel TemerGeddel Vieira Lima afirmou nesta terça-feira (20) que caixa dois não é crime e defendeu que beneficiários desse mecanismo não podem ser penalizados.
Na noite de segunda-feira (19), a Câmara do Deputados iria votar o Projeto de Lei 1210/07. Uma emenda ao texto acabaria com a punição de recursos não declarados e vetaria o entendimento de que dinheiro que não consta na contabilidade eleitoral pode ser enquadrado como corrupção. Essa visão é defendida pela força-tarefa da Operação Lava Jato por ter sido adotada por diversos atores do esquema de desvio de dinheiro na Petrobras. A criminalização do caixa dois é um dos projetos em discussão na comissão da Câmara das Medidas contra a Corrupção, que analisa as 10 propostas enviadas pelo Ministério Público Federal (MPF).
A anistia ao caixa dois só não foi votada porque deputados da Rede e do PSOL pressionaram para tirar o texto de pauta.Em referência à proposta do MPF, Geddel afirmou ao jornal O Globo que "se pede isso, é lícito supor que caixa dois não é crime. Se não é crime, é importante estabelecer penalidades aos que infringirem a lei. Agora, quem foi beneficiado no passado, quando não era crime, não pode ser penalizado". Na avaliação do ministro, cabe ao Congresso definir a questão. "Esse debate tem que ser feito sem medo, sem preconceito, sem patrulha e sem histeria", afirmou.Geddel negou, contudo, que o governo Temer tenha participado das negociações com líderes dos partidos na Câmara que levaram à manobra.
Nesta terça-feira, o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), que presidia a sessão durante a discussão polêmica, negou ter responsabilidade em pautar o texto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), eleito com apoio do Palácio do Planalto, defendeu a proposta do MPF.
HuffPost Brasil

Axact

Axact

Vestibulum bibendum felis sit amet dolor auctor molestie. In dignissim eget nibh id dapibus. Fusce et suscipit orci. Aliquam sit amet urna lorem. Duis eu imperdiet nunc, non imperdiet libero.

Post A Comment:

0 comments: