Entidades dizem que há atividades em oito cidades nesta terça-feira (11).
Ato é contrário à decisão do STF, que proibiu a atividade no Ceará.

Protesto a favor das vaquejadas em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)

Protestos de vaqueiros e de trabalhadores de vaquejada acontecem na manhã desta terça-feira (11) em pelo menos quatro cidades da Paraíba. Na capital, o protesto começou às 9h na Praça da Independência, no Centro. Em Campina, o ato começou em frente ao Parque de Exposições Carlos Pessoa Filho, na saída para Queimadas. Os atos são contrários à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a atividade no estado do Ceará. Segundo os organizadores, estão programadas ações em Sumé, Cajazeiras, Pombal e Princesa Isabel.

Protesto percorreu ruas do Centro de Patos
(Foto: Hércules Barbosa/TV Paraíba)

Segundo a organização, mais de 300 cavalos e mais de 500 pessoas  participam do ato em João Pessoa. Em Campina Grande, a organização estima 400 pessoas e 150 cavalos. A PM não acompanha os atos nas duas cidades, mas na capital, a cavalgada é monitorada pela Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob).Em Patos, a mobilização saiu do Campo da Liga no bairro Liberdade, percorreu as principais ruas do Centro da cidade e terminou no Terreiro do Forró, mas não há informações sobre o público.

Já em Sousa, um aboiador conduz um grupo de cerca de 100 vaqueiros iniciaram o protesto por volta das 11h, no Parque de Vaquejada Júlia Beatriz, no bairro do Alto Cruzeiro, de onde saíram em direção à Câmara de Vereadores da cidade. O protesto não é acompanhado pela polícia. A manifestação foi articulada pela Associação de Vaquejada do Alto Sertão (AVASP) que existe há quatro anos e tem cerca de 200 membros.


Protesto a favor das vaquejadas em Sousa
(Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)

Cavalgada no Centro da capital

De acordo com um dos organizadores da manifestação em João Pessoa, Valter Trigueiro Junior, o grupo recebeu a decisão com surpresa. "Entre aqueles ministros, alguns nem se tomarem sequer conheicmento do que é uma vaquejada. Estamos aqui de forma pacífica", diz. 

Por volta das 9h50, o grupo saiu em cavalgada ocupando uma das faixas da avenida em direção à Assembleia Legislativa, na Praça João Pessoa, onde chegou às 10h50. Participam da cavalgada vaqueiros locutores, juízes de vaquejada, artesãos de equipamento de couro e ferro, e médicos veterinários que atuam no ramo. O grupo pretende entregar um ofício aos deputados para pedir a criação de uma lei que regularize a vaquejada como esporte.
Rodovia interditada
Em Campina Grande, os vaqueiros se concentraram às margens da BR-104 e o ato começou às 9h40. A rodovia foi fechada por volta das 10h30 e às 11h o trânsito foi liberado com o encerramento do ato.
Os apoiadores da competição se reuniram com faixas gritando "vaqueiros unidos, jamais serão vencidos". Um grupo de mulheres também se reuniu ao grupo para apoiar a realização de vaquejadas. 
Decisão do STF
De acordo com o regulamento geral da Associação Brasileira de Vaquejada, o conceito de vaquejada é "uma ativiade recreativa-competitiva, com características de esporte, no qual dois vaqueiros têm o objetivo de alcançar e emparelhar o boi entre os cavalos, conduzí-lo até o local indicado, onde o animal deve ser derrubado".
Na última quinta-feira (6), o Supremo considerou que a atividade causa sofrimento aos animais e derrubou a lei que regulamentava a vaquejada no estado. Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus-tratos a animais.
O regulamento tem uma seção específica sobre condutas proibidas, que incluem bater no animal, tocar sua face e apoiar-se em seu lombo. "O boi é intocável,  salvo para evitar a queda do vaqueiro", diz o documento. Também é proibido açoitar, esporear ou puxar as rédeas e freios para machucar o animal.
Na opinião de um dos organizadores da manifestação em João Pessoa, Valter Trigueiro Júnior, "a vaquejada é cultura, a moderna tem regulamento, temos meios pelos quais tentamos evitar os maus tratos". 
O zootecnista, Adjamir Araújo, que participou do ato em Campina, disse que não é "contra a sociedade protetora dos animais, porém a imagem que eles estão vendendo é uma imagem deturpada". "Animais não podem ser maltratados. Para se ter uma idéia, hoje se o animal tiver um pingo  de sangue ele é desclassificado" disse ele.
Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.

G1

Axact

Axact

Vestibulum bibendum felis sit amet dolor auctor molestie. In dignissim eget nibh id dapibus. Fusce et suscipit orci. Aliquam sit amet urna lorem. Duis eu imperdiet nunc, non imperdiet libero.

Post A Comment:

0 comments: