© Foto: Paulo Whitaker/Reuters








O Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobrás decidiu em sua primeira reunião reduzir o preço do diesel em 2,7% e da gasolina em 3,2% nas refinarias (média Brasil), segundo informou a estatal em nota nesta sexta-feira.

Esses preços entrarão em vigor a partir da zero hora de sábado (15), disse a Petrobrás.

"A decisão do grupo gestor levou em conta o crescente volume de importações, o que reduz a participação de mercado da Petrobras, e também a sazonalidade do mercado mundial de petróleo e derivados", explicou a estatal. 

Com os preços dos combustíveis mais baixos no exterior do que no Brasil, muitos integrantes do mercado estavam aproveitando para importar derivados e ganhar mercado da estatal no país. 

Segundo a Petrobrás, o impacto do reajuste no preço final ao consumidor depende de decisões de postos de combustíveis e distribuidoras. 

A assessoria de imprensa da empresa afirmou que, se o reajuste nos combustíveis for totalmente repassado para a bomba, o impacto seria de aproximadamente 0,05 real na bomba para os dois combustíveis.

NOVA POLÍTICA
 
Juntamente com o reajuste, a Petrobrás anunciou que sua Diretoria Executiva aprovou, na quinta-feira, a implantação de uma nova política de preços de gasolina e diesel comercializados em suas refinarias, que deverá incluir avaliações para revisão de preços pelo menos uma vez por mês. 

Dessa forma, haverá um maior número de reajustes por ano e de maneira mais rápida, disse a jornalistas o presidente da Petrobrás, Pedro Parente. 

Executivos da companhia afirmaram ainda que a nova política objetiva atrair parceiros para o setor, em um momento em que a empresa busca vender fatia relevante na BR Distribuidora. 

A nova política a ser praticada pela companhia terá como princípios: o preço de paridade internacional (PPI), que já inclui custos como frete de navios, custos internos de transporte e taxas portuárias; uma margem para remuneração dos riscos inerentes à operação, tais como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços, sobreestadias em portos e lucro; além de tributos. 

A política também visa preservar o nível de participação no mercado e garantir que os preços nunca fiquem abaixo da paridade internacional.

(Por Roberto Samora, Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier)


Reuters
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