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Buscando tranquilizar a Europa sobre a eleição de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chega nesta quarta-feira (16) à Alemanha, na segunda etapa de sua última viagem como chefe de Estado.  

Ainda em Atenas, Obama visitou, durante a manhã, a Acrópole, que abriga o monumento mais famoso da Grécia, o Parthenon. O tour do mandatário foi acompanhado por Eleni Banou, do departamento de antiguidades do Ministério da Cultura do país europeu.  

Antes de embarcar para Berlim, o presidente ainda deve fazer um discurso ao povo grego, no qual abordará os impactos da crise financeira e elogiará os esforços da Grécia na maior emergência migratória desde o fim da Segunda Guerra Mundial.  

Na Alemanha, Obama se reunirá com a chanceler Angela Merkel, a quem definiu como sua "mais próxima parceira internacional" nos oito anos em que esteve na Casa Branca. Mas não só. Nesta quinta-feira (17), os dois participarão de uma cúpula ao lado do presidente da França, François Hollande, e dos primeiros-ministros da Itália, Matteo Renzi, e do Reino Unido, Theresa May.    Uma verdadeira despedida, já que a próxima reunião do G7, em maio, poderá ter muitos rostos diferentes. Não apenas o de Trump, mas também eventuais novos líderes na França, que terá eleição presidencial em março, e na Itália, cujo referendo constitucional de 4 de dezembro pode precipitar uma troca de governo.

O fato é que cada palavra do mandatário norte-americano tem sido acompanhada com muita atenção na Europa. Por um lado, quem está no poder vê com preocupação e incerteza a chegada de Trump ao comando do país mais rico do mundo, já que o republicano indicou que pode reduzir sua presença na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), fechar as portas para refugiados e cancelar o Acordo de Paris.  

Por outro, partidos populistas em diversas nações - como Itália, França e Reino Unido - tentam pegar carona no sucesso do magnata. "A austeridade não pode ser a única estratégia. É preciso uma agenda para o crescimento", afirmou Obama na última terça-feira (15), em seu primeiro dia em Atenas.  

 Além disso, ele pediu para a Europa não subestimar a raiva e a frustração com as desigualdades econômicas e sociais. "As lições que tiro da campanha eleitoral [nos EUA] é que quanto antes se enfrenta as desigualdades e medos, menos se alimenta os populismos", acrescentou.  

Porém o objetivo não é apenas alertar a Europa sobre os riscos do excesso de austeridade, e sim também tranquilizar seus maiores aliados no "Velho Continente".

O site "Politico" definiu o papel de Obama em sua última viagem como o de "primeiro embaixador de Trump", já que ele tenta mostrar que não haverá reviravoltas na política externa, comercial e econômica dos EUA.  

Depois da Alemanha, o presidente ainda viajará ao Peru, onde participará, em Lima, da cúpula de 2016 da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que será nos dias 19 e 20 de novembro.   (ANSA)


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