Mário Messias é peça de uma organização criminosa que teria fraudado licitações no Sertão da Paraíba
O empresário cajazeirense Mário Messias Filho, o Marinho, preso na 'Operação Andaime', foi condenado pela Justiça Federal a pena de prisão de 8 anos e 6 meses de prisão, além de multa. Na decisão do juiz Rafael Chalegre do Rêgo Barros, da 8ª Vara Federal, ele também negou ao empresário o pedido de recorrer em liberdade. Na sentença, o magistrado considerou que a liberdade poderia colocar em risco o andamento das investigações no contexto da Operação Andaime, que ainda estão em curso.
A principal acusação feita pelo Ministério Público Federal, conforme o Blog Lana Caprina, é de que Marinho teria descumprido medidas cautelares diversas da prisão que lhe foram impostas, bem como que atuou para embaraçar o curso das investigações relativas à organização criminosa voltada à prática de fraudes licitatórias e desvio de verbas públicas no sertão paraibano, retornando à prática delitiva, e, no período de 8 a 16 de setembro de 2016, teria praticado quatro atos de obstrução às investigações processuais, que resultaram na intimidação ou turbação das investigações criminais.
De acordo com a sentença, as ações de Mário Messias Filho foram claras no sentido de obter o apoio de Francisco Justino e de Elaine Alexandre e, assim, evitar que as investigações sobre a organização criminosa pudessem avançar mais rapidamente. “O elemento subjetivo (dolo) da conduta do réu também está presente e se revela, sem maiores elucubrações, pela vontade livre e consciente manifestada no sentido de aliciar Francisco Justino e Elaine Alexandre para a continuação do esquema criminoso desenvolvido no núcleo Cajazeiras”, sentenciou o magistrado. 

Entenda o caso 
 
A Operação Andaime foi deflagrada em 26 de junho de 2015 pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU), que apontou a existência de uma organização criminosa conduzida por Francisco Justino do Nascimento com o objetivo de fraudar licitações em municípios da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, através das empresas "fantasmas" Servcon Constuções Comércio e Serviços LTDA e Tec Nova - Construção Civil LTDA - ME. Segundo o MPF, o núcleo atuante na cidade de Cajazeiras seria composto pelos agentes executores Mário Messias Filho, vulgo "Marinho", Afrânio Gondin Júnior, José Hélio Fárias e Márcio Braga de Oliveira.
 
Em 26 de agosto de 2015, o MPF foi procurado pelo advogado de Francisco Justino do Nascimento com vistas a firmar colaboração premiada, o que foi realizado em 31 de agosto de 2015, ocasião em que o réu prestou depoimento gravado por mais de 30 horas. Em 17 de setembro de 2015, o colaborador teria entregue documentos e prestado outras informações, inclusive apresentando provas de que Mário Messias Filho, vulgo "Marinho" insistia na reiteração criminosa nos municípios de Monte Horebe/PB, Vieirópolis/PB, Santa Cruz/PB, Paraná/RN e Major Sales/RN e que ele estaria lhe assediando para continuar operando o esquema delitivo.
 
 
Jornal da Paraíba
Axact

Axact

Vestibulum bibendum felis sit amet dolor auctor molestie. In dignissim eget nibh id dapibus. Fusce et suscipit orci. Aliquam sit amet urna lorem. Duis eu imperdiet nunc, non imperdiet libero.

Post A Comment:

0 comments: